
A Importância da Reciclagem e o Papel das Cooperativas
12 de junho de 2025
Licença Ambiental Estratégica: o que muda no licenciamento brasileiro
8 de setembro de 2025A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30) está chegando. Entre 10 e 21 de novembro, Belém do Pará será palco de um dos encontros mais importantes do planeta. Líderes globais, cientistas e representantes da sociedade civil estarão reunidos para discutir caminhos urgentes: reduzir emissões de gases poluentes, investir em energias renováveis, proteger florestas e biodiversidade e garantir justiça climática.
Essa jornada, porém, começou há décadas. Em 1997, nasceu o Protocolo de Quioto, o primeiro grande acordo internacional contra a poluição. Ele entrou em vigor em 2005, estabelecendo metas para que países desenvolvidos reduzissem em 5% suas emissões até 2012, tomando como referência os níveis de 1990. Foi também em Quioto que surgiu o mercado de créditos de carbono, permitindo que nações com emissões menores negociassem créditos com os maiores poluidores. Além de monitorar as reduções, o tratado apoiou a adaptação climática e incentivou o desenvolvimento de tecnologias mais resilientes.
No Brasil, como lembra o ambientalista Alexandre Prado (WWF-Brasil), o tratado impulsionou avanços significativos na legislação ambiental.
Em 2015, o mundo avançou ainda mais com o Acordo de Paris, que substituiu Quioto. Até hoje, 194 países se comprometeram a reduzir emissões para manter o aquecimento global bem abaixo de 2°C em relação à era pré-industrial.
Agora, a COP-30 chega com grandes expectativas: reforçar metas de descarbonização, discutir o financiamento climático para países em desenvolvimento e consolidar avanços rumo a uma economia verde e sustentável.
E nada mais simbólico do que a escolha do local. A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, será o centro das atenções. O norte do Brasil receberá o olhar de todo o planeta, cobrando não apenas compromissos, mas ações concretas.

